Golpes do Pix: conheça os principais tipos e saiba o que fazer se você foi vítima
Falso funcionário do banco, falso familiar, falso advogado, anúncio falso: conheça os golpes mais comuns e os primeiros passos para tentar recuperar o dinheiro.
Arthur Pelissari
Advogado · OAB/ES 35.906

O Pix trouxe praticidade para as transações financeiras, mas também passou a ser utilizado em diferentes tipos de golpes. Criminosos se passam por familiares, funcionários de bancos, advogados e vendedores para convencer a vítima a realizar uma transferência.
Muitas vezes, o golpe só é percebido depois que o dinheiro já foi enviado.
Conheça alguns dos golpes mais comuns e saiba o que fazer caso isso aconteça com você.
Golpe do falso funcionário do banco
O criminoso entra em contato com a vítima se passando por funcionário do banco e informa que existe uma movimentação suspeita, uma tentativa de acesso à conta ou algum problema de segurança.
A partir disso, pode solicitar informações, códigos ou orientar a vítima a realizar uma transferência sob a justificativa de proteger o dinheiro.
Golpe do falso familiar
O fraudador se passa por filho, filha, marido, esposa ou outro familiar, geralmente afirmando que está utilizando um número novo.
Depois, apresenta uma situação urgente e pede que a vítima faça um Pix para determinada conta.
Por acreditar que está ajudando uma pessoa próxima, a vítima acaba realizando a transferência.
Golpe do falso advogado
Nesse tipo de fraude, o criminoso se apresenta como advogado ou integrante de um escritório e afirma que a vítima possui um valor para receber em razão de um processo.
Em seguida, solicita um Pix para supostamente pagar custas, impostos, taxas ou liberar o dinheiro.
Se receber uma solicitação inesperada de pagamento relacionada a um processo, confirme a informação diretamente com seu advogado ou escritório por um canal de contato já conhecido.
Golpe do anúncio falso
A vítima encontra na internet um anúncio de produto, veículo, imóvel ou serviço com preço atrativo.
Após a negociação, o criminoso solicita um pagamento antecipado via Pix. Depois de receber o dinheiro, interrompe o contato e o produto ou serviço nunca é entregue.
Esse tipo de fraude pode ocorrer em redes sociais, sites de anúncios e aplicativos de compra e venda.
Golpe do falso vendedor
O criminoso se apresenta como vendedor de um produto e negocia diretamente com a vítima. Depois de receber o pagamento via Pix, não entrega o produto e desaparece.
Em alguns casos, o fraudador utiliza perfis, fotos e informações aparentemente legítimas para transmitir confiança.
Golpe da falsa central de atendimento
A vítima recebe uma ligação ou mensagem de alguém que afirma representar um banco ou outra empresa conhecida.
O criminoso informa que existe um problema ou uma transação suspeita e conduz a vítima durante uma suposta verificação de segurança, buscando obter dados ou induzi-la a realizar uma transferência.
Caí em um golpe do Pix. O que devo fazer?
Se você percebeu que foi vítima de uma fraude, comunique o banco imediatamente e solicite a contestação da transação e as medidas disponíveis para tentar recuperar os valores.
- guarde os comprovantes dos Pix, extratos, conversas com o golpista, números de telefone, anúncios, documentos e protocolos de atendimento;
- registre um boletim de ocorrência para documentar a fraude;
- comunique o banco o quanto antes — quanto mais rápido o problema for comunicado, mais cedo poderão ser adotadas as medidas disponíveis para tentar bloquear ou recuperar os valores.
Sofreu um golpe do Pix?
Golpes podem acontecer de diferentes formas, e muitas vezes utilizam estratégias que tornam difícil perceber a fraude no momento em que ela ocorre.
Se você foi vítima, não apague as conversas, não descarte os comprovantes e registre todas as informações relacionadas à transferência. Esses documentos podem ser importantes para entender o que aconteceu e avaliar quais medidas podem ser tomadas.
Se necessário, procure orientação jurídica para analisar as circunstâncias do golpe e as possibilidades de recuperação dos valores.

Sobre o autor
Arthur Pelissari
Advogado · OAB/ES 35.906
Advogado com atuação em direito bancário, relações de consumo e fraudes digitais.
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